O Brasil passa por um momento de crise em se tratando de meios de comunicação. Está claro que a comunicação, constitucionalmente direcionada aos interesses da coletividade, serve a poucos e levianamente é utilizada como forma de denegrir/diminuir a reputação daqueles que de alguma forma trabalham, voluntariamente ou não, contra os seus interesses.Em muitos casos, usa-se o meio ambiente como forma de agressão e tentativa de destruição de um trabalho. Recentemente, em matéria veiculada pelo Diário do Nordeste, em 07/05/2011, em seu caderno Cidade, página 14, o jornal afirma que 70% dos crimes ambientais estão pendentes no Ceará. Ou seja, segundo o jornal, o órgão estadual do meio ambiente (SEMACE) não está desempenhando seu papel. Ainda na reportagem, o jornal afirma que apenas 30% das denúncias ingressadas no órgão foram devidamente verificadas.
É importante tomar cuidado ao ler esta reportagem, tendo em vista que, aparentemente, a mesma possui caráter tendencioso, já que esta não analisa as fases do processo de apuração das denúncias, muito menos a origem destas. Sabe-se que o procedimento que vai desde a lavratura do auto de infração até sua sentença final pode levar meses, bem como que o processo de fiscalização ambiental é de difícil consecução, além de arriscado. O Decreto Federal 6.514/2008, estabelece os prazos do processo de autuação dentro do órgão, que normalmente, é superior a, pelo menos, 60 dias.
Portanto, há que se apurar o que realmente ocorre dentro do órgão, antes de veicular informação que pode não representar o fato como ele é na realidade.
Para finalizar, algumas perguntas são lançadas ao leitor:
- De quem o Diário do Nordeste é propriedade?
- Seu dono tem interesse em diminuir a credibilidade do serviço da Semace?
- A quem serve o Diário do Nordeste?
Estas são algumas perguntas que precisam ser respondidas antes de o leitor resolver ler as notícias veiculadas pelo referido meio de comunicação.